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Cistite de lua de mel Este é um artigo direcionado às jovens que estão iniciando atividade sexual, entretanto uma parte das pessoas, em qualquer idade, poderá se beneficiar de informações que ignoram. Crises de cálculos urinários podem levar a infecção secundária da bexiga e dos rins. Os sintomas de uma crise de cálculo, por sua vez, também podem ser semelhantes a uma infecção urinária: dor pélvica, dor lombar, dor ao urinar ou após urinar, dificuldade para urinar. Náuseas e vômitos não são comuns na infecção urinária, mas é muito frequente quando se está eliminando um cálculo urinário.
É possível ter uma infecção com mínimos sintomas urinários ou nenhum, e, assim, as bactérias podem ascender pelo trato urinário, atingindo os rins. Quando a infecção avançou para os rins, surgem febre e dor lombar – pielonefrite. O quadro deve ser tratado com antibióticos mais potentes e, geralmente, exige internação hospitalar.
Pessoas que apresentam infecção urinária de repetição devem ficar alertas quanto às causas que estão levando a isto, que podem ser por um problema mais sério ou simplesmente falta de orientações, que pretendo passar abaixo.
É importante alertar que uma infecção mal tratada, ou mascarada por analgésicos, anti-sépticos urinários e antibióticos errados pode levar à infecção crônica, resistente e de difícil tratamento. Toda pessoa com estas queixas acima relatadas devem ser examinadas e precisam efetuar os exames necessários para investigação, que vão desde uma cultura de urina até ultra-sonografia das vias urinárias, urografia excretora, tomografia computadorizada da pelve e das vias urinárias, etc, dependendo de cada caso e da conduta do médico. Obviamente que uma simples infecção urinária é normalmente tratada e não exige grandes investigações. Resistência bacteriana Não se deve se automedicar com antibióticos ou usar remédios que aliviam os sintomas, mas não curam a infecção. Muito menos usar um antibiótico por poucos dias e o suspender, assim que cessam os sintomas. Isso pode levar à resistência da bactéria ao medicamento, a tornando mais agressiva. O exame que se faz para sabermos qual a bactéria que infecciona a pessoa, além de sabermos os antibióticos aos quais ela é sensível, se chama "cultura, antibiograma e contagem de colônias". Com o antibiograma o médico decide quais os medicamentos são os mais específicos para o caso. Vamos prevenir? Aqui falo para ambos os sexos: Aumentar sua imunidade: Deixar de fumar, beber ou usar drogas, alimentar-se com verduras, frutas, legumes, carnes magras, ovos, leite e derivados, etc. Uma boa alimentação e uma boa qualidade de vida evitam muitas doenças ou, pelo menos, faz com que ao paciente se recupere muito mais rápido delas. Higiene corporal - imprescindível em todos os momentos: Tomar banho, de preferência ao acordar e ao dormir. Lavar-se, se possível, toda vez que evacuar (não só usar papel higiênico). Não permitir que fezes fiquem em contato com a uretra. Neste aspecto, é conveniente alertar quanto à maior incidência de infecção urinária e próstata nos homens que praticam coito anal - está indicado uso do preservativo (condom).
Urinar e lavar-se antes e após o contato sexual: isso carreia bactérias da uretra para fora. Beber líquidos para urinar mais. Não ter o hábito de prender a urina – quanto mais contato de uma bactéria com a bexiga, mas fácil de haver uma infecção. Para as mulheres: não permitir que haja penetração vaginal após o coito anal. Isso poderá acarretar infecções na bexiga, na vagina e, até, infecções no útero, trompas e ovários, por migração ascendente das bactérias através da vagina. Lembrem que a famosa cistite de lua de mel, que é o incômodo que pode acontecer após uma relação sexual, leva a dor ou ardência logo após o ato em até no máximo um dia, passando espontaneamente. Qualquer coisa fora disso, é preciso ficar alerta. As crianças e pessoas mais idosas estão mais propensas à infecção do trato urinário, assim como as mulheres com atividade sexual também. As gestantes, por vários fatores predisponentes, sofrem mais com as infecções urinárias. Isso também vale para as pessoas com doenças crônicas ou com sua imunidade baixa.
Não ignorem as queixas urinárias, mesmo que leves, se estas persistirem. Procurem sempre que possível a avaliação com um médico. Leila Marinho Lage Leila Marinho Lage
Enviado por Leila Marinho Lage em 09/10/2007
Alterado em 23/11/2007 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |


